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30 de agosto de 2011
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Modalidades Equestres

CCE

Publicado por Cavalo Atleta 4 min de leitura

CCE

 

O que é o Concurso Completo de Equitação?

Conjunto saltando obstáculo de água no cross-country do CCEO Concurso Completo de Equitação (CCE) é uma modalidade olímpica também conhecida como o “triatlon” equestre. A competição é dividida em três provas – Adestramento, Cross-country e Salto – que são realizadas em dias consecutivos.

O esporte é uma importante mostra da capacidade do conjunto competir em três diferentes disciplinas distintas entre si, e num curto espaço de tempo, o que exige preparo técnico e físico.

O Adestramento é a primeira prova a ser cumprida. O conjunto precisa efetuar determinados movimentos (figuras) de diferentes graus de dificuldade mostrando entrosamento e equilíbrio.

No segundo dia acontece o Cross-country, onde o conjunto percorre um percurso externo, com obstáculos inspirados no campo, mas sempre com um alto grau de dificuldade.

A terceira e última prova do CCE é o Salto. O conjunto precisa transpor obstáculos móveis de diferentes alturas mostrando controle e precisão. O objetivo da prova é mostrar que depois da exigente prova de Cross-country o animal continua com energia, resistência e obediente ao comando do cavaleiro.

CCE no Brasil

O esporte foi introduzido em 1922 pelo Exército com o objetivo de preparar cavalos para a guerra. Por décadas foi praticado apenas por militares, responsáveis por representar o Brasil em torneios no Continente Sul-americano e nas Olimpíadas de 1948, em Londres, Inglaterra.

A partir da década de 80, a modalidade passou a ser praticada por civis, especialmente cavaleiros oriundos do Hipismo Rural. A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) e entidades militares como a Escola de Equitação do Exército, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e Regimentos da Cavalaria – passaram a promover competições conjuntas, investiram em cursos, clínicas e a vinda de técnicos internacionais, o que resultou na formação de uma nova geração de atletas, mesclada por civis e militares. Nos anos 90 o intercâmbio internacional ganhou fôlego e os resultados dos atletas elevaram o Brasil a maior potência do esporte na América do Sul e entre os melhores do mundo.

O Brasil já marcou presença em seis Olimpíadas – 1948, 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008 – e nas cinco edições dos Jogos Equestres Mundiais – 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006. Com participação de civis o Brasil estreou nos Jogos Pan-americanos de 1995 e desde então a equipe brasileira subiu no pódio em todas as edições: Ouro em Mar del Plata, Argentina (1995), Prata em Winnipeg, Canadá (1999) e Bronze nos Jogos de Fair Hill, Estados Unidos (2003) – onde foram realizadas as provas do Pan de Santo Domingo – e no Pan do Rio (2007). Nos Campeonatos Sul-americanos o Brasil soma várias conquistas, sendo o país que mais títulos conquistou na competição.

Jogos Olímpicos

1948 – Londres – Inglaterra
Brasil é 7º no Individual com Aécio Marrot Coelho montando Guapo

No ano de estréia do Hipismo brasileiro nos Jogos Olímpicos, o Concurso Completo de Equitação marca presença ao lado do Salto. A delegação é formada somente por militares. Chefiada pelo general Edgar Amaral e tendo como veterinário o capitão Darcy Villaça, a equipe de CCE conta com um time formado pelos capitães Anísio Rocha montando Sahib, Aécio Morrot Coelho com Guapo e Renyldo Ferreira montando Índio. Alojadas na Escola Militar de Sandhurst, palco das disputadas das provas de CCE, as duas equipes brasileiras eram tão unidas e interdependentes que o imaginável anos mais tarde aconteceria. Às vésperas da estréia, o Brasil fez uma troca improvisada: Guapo, montaria de Eloy Meneses – que competia no Salto – foi cedida para Aécio Marrote Coelho, enquanto Menezes montou o cavalo reserva Sabu. A substituição foi acertada e o conjunto Aécio Marrote/Guapo conquista a 7ª colocação individual, melhor resultado do Brasil até as Olimpíadas de Sidney, quando o Brasil ficou em 6º por equipe.

1992 – Barcelona – Espanha
Depois de 44 anos fora dos Jogos Olímpicos, o Brasil retorna ao palco olímpico da modalidade com Serguei (Guega) Fofanoff montando Éden e Luciano Miranda Drubi com Xilena.

fonte: Confederação Brasileira de Hipismo www.cbh.org.br

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